A enquete que tomou o Instagram do Buzeira, influenciador de funk e de ostentação, com mais de 15 milhões de seguidores e sem vínculo com a direita, deu vitória larga a Bolsonaro sobre Lula. O placar que circulou na quinta (1º) mostra 590.276 votos em Bolsonaro, 60%, e 390.319 em Lula, 40%. Somados, são 980.595 votos, quase um milhão. A opção na tela era o nome Bolsonaro. Quem está na urna com esse nome, no domingo, é Flávio.


Buzeira não é instituto e a enquete não tem margem de erro nem amostra sorteada. Vota quem segue e quem o Instagram entrega. O dado que interessa é o tamanho e o lugar: quase um milhão de pessoas, numa audiência que não é comício de direita, escolheram Bolsonaro por 20 pontos. Um vídeo do perfil de Jonas Cosme, que se apresenta como favelado de direita, repercutiu o resultado com a frase “é no primeiro turno”.

O mercado de previsão, que cobra dinheiro de quem aposta em quem ganha a eleição, conta uma história parecida. O Brazil Journal publicou na quinta que a Polymarket pagava 62% de chance de Flávio vencer, contra 38% de Lula, e que a Kalshi, nos Estados Unidos, pagava 61% e 39%. A coluna de Cláudio Humberto, nesta sexta, registrou a Polymarket acima de 62%, o maior patamar de Flávio em mais de um ano, com as apostas em Lula a 38%. Flávio passou Lula nesse mercado em 13 de setembro. A enquete do funkeiro e o preço de quem aposta não são a mesma coisa, mas os dois apontam para o mesmo lado, a dois dias da urna.