O governo de Donald Trump não se comprometeu a reconhecer o resultado das eleições brasileiras em caso de vitória de Lula. Em resposta a carta de parlamentares democratas americanos, o Departamento de Estado afirmou apoiar um “processo eleitoral livre e justo”, mas evitou garantir o reconhecimento do resultado certificado pelas autoridades do Brasil. A resposta, assinada por uma subsecretária, deixou aberta a possibilidade de contestação.

Analistas como Nick Zimmerman, ex-diretor para Brasil no Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, alertaram que, se Lula vencer por margem apertada, há risco real de Washington não reconhecer a apuração. Lula, por sua vez, disse não se preocupar e pediu respeito à soberania, afirmando ter alertado Trump de que Flávio Bolsonaro perderia. O contraste reforça o clima de tensão às vésperas do segundo turno.

A postura americana chega em momento de pesquisas que mostram Flávio à frente e de críticas da direita à confiança nas urnas. O sinal de Washington aumenta a pressão internacional sobre o processo eleitoral brasileiro e coloca em dúvida o reconhecimento diplomático caso o atual presidente seja reeleito.