Durante um podcast no Tubacast, analistas políticos levantaram a hipótese de que Lula e setores do STF poderiam tentar contestar ou invalidar o resultado das eleições caso o senador Flávio Bolsonaro (PL) vença o segundo turno marcado para o próximo domingo. A discussão surge em meio ao favoritismo apontado por consultorias como Eurasia Group ao candidato do PL e às tensões crescentes sobre a legitimidade do processo eleitoral.

O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a atacar Lula nas redes sociais e o chamou de “esquerdista ladrão”, afirmando esperar que o “último truque sujo de campanha” não inclua “roubar a eleição”. A declaração provocou reação imediata do Itamaraty, que classificou as falas como “inaceitável tentativa de ingerência externa”. Eduardo Bolsonaro, por sua vez, já declarou em ocasiões anteriores que o governo americano poderia não reconhecer as eleições brasileiras caso considerasse que o processo não foi livre e justo, especialmente em um cenário de vitória de Lula ou de contestação por parte do Supremo.

A hipótese de contestação do resultado, caso Flávio vença, já circula em análises políticas e reportagens que apontam para articulações no STF em torno de narrativas de interferência estrangeira. Enquanto o Itamaraty defende a segurança do sistema eletrônico de votação, as declarações de Milei e as posições de Eduardo Bolsonaro reforçam o clima de desconfiança que marca a reta final da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro.