APOIADORA DE LULA PODE PEGAR QUATRO ANOS DE CADEIA NO EGITO
A influenciadora digital Malévola Alves, de 22 anos, conhecida por apoiar o presidente Lula e rejeitar voto em Flávio Bolsonaro, foi detida nesta terça-feira (20) em Alexandria, no Egito, junto com uma amiga. Segundo o Ministério do Interior egípcio, vídeos publicados por elas nas redes sociais mostram atos de exibição pornográfica, insinuações sexuais e assédio a transeuntes em ruas públicas de diferentes províncias. As duas admitiram ter gravado e postado o conteúdo para aumentar visualizações, e o caso foi encaminhado à Promotoria Pública. No Egito, condutas desse tipo podem resultar em pena de até quatro anos de prisão.
Malévola, nome artístico de Mariana Alves, declarou publicamente em setembro apoio a Lula nas eleições de 2026, afirmando que “jamais vai votar no Flávio Bolsonaro” e que, entre os dois, escolhe o petista, ligando a decisão à defesa de direitos LGBT. Ela já havia se envolvido em polêmicas no Brasil, incluindo uma briga pública com Jojo Todynho em maio, com troca de ofensas, desafio de confronto em Bangu e até sobrevoo de helicóptero na mansão da cantora, além de uma prisão por desacato e lesão corporal em São Paulo em agosto. A defesa acionou a Embaixada do Brasil no Cairo, e o Itamaraty se colocou à disposição para assistência consular.
O governo Lula pode pressionar diplomaticamente por meio da Embaixada e do Itamaraty para garantir tratamento adequado, mas a legislação local prevalece e a influenciadora precisa respeitar as regras do país visitado. Em contraste, caso Flávio Bolsonaro vença as eleições e assuma a Presidência, uma eventual solicitação de liberação dependeria de canais diplomáticos formais, sem garantia de sucesso, já que o Egito aplica leis rígidas sobre moralidade pública. O caso reforça a importância de brasileiros respeitarem costumes locais ao viajar, independentemente de posições políticas.

