O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo liberou a caminhada do PT na Avenida Paulista com Lula e Fernando Haddad, marcada para este sábado (3), véspera do primeiro turno. A juíza Maria Claudia Bedotti suspendeu o ofício da prefeitura de Ricardo Nunes (MDB) que tinha impedido o ato. Na decisão, ela diz que o partido não precisa de autorização da prefeitura, só de comunicar as autoridades, o que foi feito com antecedência, e que a autoridade municipal, que não tem poder de polícia sobre a propaganda eleitoral, condicionou e, na prática, impediu um ato que a lei autoriza. O tribunal ainda disse que o poder público é obrigado a viabilizar o ato e a compatibilizá-lo com o trânsito, sem fechar as vias. A legislação deixa agenda de campanha até as 22h da véspera.

A prefeitura tinha dito, na quarta, que nenhum evento poderia ser feito na Paulista nos dias 3 e 4 de outubro, e que a via ficaria desimpedida também em 24 e 25, as datas do segundo turno e das vésperas, por recomendação do próprio TRE. Na quinta, o Painel da Folha registrou um recuo: Nunes disse que não havia restrição, apenas um alerta, sugeriu bom senso e ofereceu a Roosevelt. O ofício que barrava, porém, só caiu nesta sexta, com a decisão da juíza. Nunes é aliado de Tarcísio de Freitas e de Flávio Bolsonaro. O ato que a Justiça devolveu à avenida é do presidente candidato e do candidato do PT ao governo de São Paulo.

O encontro está marcado para as 10h, em frente ao Masp. Às 11h a caminhada desce a Rua Augusta, no sentido do Centro, e o encerramento está previsto por volta das 13h, na Praça Franklin Roosevelt. É a última janela de rua antes de a boca de urna fechar, na avenida mais vista do país, com o candidato que já tinha o púlpito vazio proibido no debate de quinta.