O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, anunciou que acionará a Justiça contra os responsáveis pela depredação de estruturas do metrô durante a dispersão do ato de apoio a Lula na Avenida Paulista, no domingo, 11. A iniciativa, segundo o anúncio divulgado, busca individualizar a responsabilização dos envolvidos e cobrar a reparação dos prejuízos ao patrimônio público. Tarcísio afirmou que o Estado não tolerará vandalismo e violência e que o direito de manifestação deve respeitar as leis e os bens públicos.

A Polícia Militar registrou as ocorrências durante a dispersão da Marcha pela Democracia. Na estação Consolação, da Linha 2-Verde, portas e grades de acesso foram quebradas. Na Trianon-Masp, imagens mostram pichações, inclusive a frase “Viva a Revolução”, e pessoas sobre as estruturas de entrada. A Secretaria de Segurança Pública informou, em nota por volta das 19h, que as ocorrências surgiram “durante a dispersão dos manifestantes” e que a PM permanecia acompanhando a movimentação. As estações Trianon-Masp e Paulista tiveram acessos bloqueados em razão das ocorrências. A ViaMobilidade e o Metrô fecharam temporariamente a Trianon-Masp por volta das 12h50 por causa da concentração de pessoas e acionaram o plano de controle de multidão. O Metrô informou que, até o início da noite, não tinha registro interno de vandalismo nas estações da região.

O ato começou por volta das 11h e contou com a presença de Lula, Janja, Geraldo Alckmin, Edinho Silva, Fernando Haddad, Marina Silva e governadores de outros estados. As imagens da depredação circularam nas redes e na imprensa. A PM informou que a situação foi controlada e que houve atritos envolvendo funcionários na Consolação. Até o momento, não há informação consolidada sobre prisões relacionadas aos danos nem sobre o valor dos prejuízos. O anúncio de Tarcísio coloca o caso no caminho da individualização dos responsáveis e da cobrança da reparação.