NUNES MARQUES PEDE DADOS TÉCNICOS SOBRE O CANAL EXÉRCITO DO LULA DEPOIS DE CUEVA RESTAURAR O GRUPO
Nesta segunda, 12, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, pediu à Assessoria de Enfrentamento à Desinformação da Corte informações técnicas sobre o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, de André Janones, depois que, no domingo, ele suspendeu o canal a pedido da campanha de Flávio e o corregedor Ricardo Cueva restabeleceu o funcionamento e mandou o caso ao plenário.
Nesta segunda-feira, 12, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, determinou que a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE preste informações técnicas sobre o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado André Janones (Rede-MG). O ministro pediu que a assessoria informe se identificou a circulação de conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes aos examinados nos autos, inclusive em outros canais e plataformas, e se houve atuação coordenada para disseminá-los. O pedido chega no dia seguinte ao embate de domingo.
No domingo, 11, Nunes Marques atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro e determinou a suspensão do canal até a homologação do resultado final das eleições. A campanha alegou comportamento inautêntico dos integrantes, difusão de boatos e “missões” de compartilhamento em massa. O canal, que tinha cerca de 50 mil seguidores antes do primeiro turno, saltou para mais de 3 milhões depois de 4 de outubro, segundo as peças e os relatos. Horas depois, o corregedor-geral e relator, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o funcionamento de forma provisória. Cueva anotou que a suspensão integral tinha sido determinada antes da conclusão das diligências e enviou o caso ao plenário, pedindo inclusão em sessão virtual preferencialmente em até 24 horas. Janones publicou: “Caiu a decisão, caiu a censura. O canal do Exército do Lula fica”.
Nunes Marques também tinha pedido ao WhatsApp o relatório de todas as mensagens postadas no canal desde a criação, com identificador, conteúdo, horário de postagem e de exclusão, e se a Meta fez alguma moderação. A decisão de Cueva manteve o canal no ar, mas proibiu o uso para difundir conteúdo já considerado ilícito pela Justiça Eleitoral. O plenário ainda não marcou a data. O pedido de hoje, de dados técnicos sobre possível replicação coordenada em outros canais, é o próximo passo do presidente da Corte enquanto o caso aguarda o colegiado.

