Neste domingo, 11, depois do empate por 1 a 1 entre Grêmio e Internacional na Arena do Grêmio, pela 30ª rodada, Renato Portaluppi foi perguntado sobre o auxiliar Alexandre Mendes e fechou a resposta com a frase “eu não deveria falar isso, mas é por isso que sou Bolsonaro”. Saiu da coletiva aplaudido. Ele não citou Flávio pelo primeiro nome. Disse Bolsonaro, no meio do segundo turno entre Flávio e Lula, e os relatos da entrevista leram a fala como apoio ao sobrenome que está na urna no dia 25.

O caso do auxiliar é anterior ao clássico. Na quinta, 8, Mendes foi preso preventivamente ao desembarcar com a delegação no aeroporto Salgado Filho, de volta do empate com o Remo em Belém. O ge apurou que a prisão foi por suposto descumprimento de medida protetiva pedida pela ex-companheira, em vigor desde 5 de março. O episódio apontado teria sido na Expointer, em Esteio, entre 29 de agosto e 6 de setembro: ele esteve no mesmo evento público, sem contato direto, segundo as informações preliminares. Em setembro de 2025 a Justiça já tinha aceitado uma denúncia do Ministério Público por violência psicológica, relativa aos seis anos de convivência. Isso o torna réu naquele processo. Não é condenação, e a prisão de quinta foi de outro procedimento, o da medida protetiva.

Na sexta, 9, a Justiça revogou a preventiva e Mendes deixou a Penitenciária Estadual de Canoas. A defesa diz que a acusação de violação é falsa, que ele não sabia que a ex-companheira estaria na feira, que não houve contato físico nem eletrônico, e que as declarações dela contradizem uma aproximação inferior a 250 metros. Os advogados da mulher informaram que a preventiva não equivale a condenação. Na coletiva, Renato disse que é a favor da prisão de quem bate em mulher e que, no dia em que Mendes fizesse isso, não trabalharia mais com ele. O alvo da frase final foi a cobertura: para ele, a imprensa condenou o auxiliar antes da soltura. A frase política veio em seguida, e a sala aplaudiu.