FLÁVIO PEDE INVESTIGAÇÃO DE ANDREI RODRIGUES POR ANUNCIAR APURAÇÃO DA PF NO DIA DO PRIMEIRO TURNO
Neste domingo, 11, a defesa de Flávio Bolsonaro protocolou no Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal uma notícia-crime contra o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, por ter anunciado no dia 4, dia do primeiro turno, uma apuração sobre interferência americana que a própria PF arquivou na quarta, 7, por falta de prova.
Neste domingo, 11, a defesa de Flávio Bolsonaro protocolou no Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal uma notícia-crime contra o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O pedido, obtido pela coluna Radar da VEJA, pede investigação por crime eleitoral. A acusação é que Rodrigues usou a estrutura da PF, no dia do primeiro turno, em benefício de um partido. A peça diz que o noticiado “utilizou o serviço dessa repartição pública federal, no dia do primeiro turno, em benefício de partido político”.
O fato apontado é a coletiva de 4 de outubro, domingo da eleição. Rodrigues anunciou que a PF tinha recebido uma representação da Advocacia-Geral da União e encaminhado o caso à diretoria de Inteligência, e que havia uma apuração preliminar sobre possível interferência dos Estados Unidos no processo eleitoral, ainda sem inquérito formal. Em 1º de outubro o advogado-geral da União, Jorge Messias, já tinha mandado comunicações à PGR e à PF pedindo essa apuração. A petição de Flávio chama aquilo de “notícia-crime sem crime, sem autor e sem fato, prontamente difundida na imprensa”. Três dias depois da coletiva, na quarta, 7, a própria Polícia Federal arquivou o procedimento por falta de prova.
A defesa sustenta que anunciar a suspeita no dia da votação, com a investigação ainda sem inquérito e associada à campanha de Flávio, tinha potencial de influir no eleitor em favor de Lula. O que a peça pede é que a Justiça Eleitoral abra procedimento para apurar se o anúncio foi uso da corporação em dia de eleição. O que já está fora de discussão, porque a PF arquivou, é que a apuração anunciada na coletiva não tinha prova para seguir.

