O time jurídico da campanha do PT pedirá à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República que solicitem a identidade de todas as pessoas que visitaram Daniel Vorcaro nas unidades prisionais onde ele esteve custodiado. O pedido dará atenção especial àqueles que entraram com dispositivos aptos à gravação. A campanha também solicitará a posterior quebra de sigilo telemático de todos os identificados, com o objetivo de apurar eventual violação de sigilo funcional e outros crimes similares. A informação foi publicada neste domingo pela coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo.

A iniciativa ocorre após a revista Veja divulgar um áudio atribuído a Vorcaro no qual ele relata negociações envolvendo o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e o ex-presidente do Instituto Lula Paulo Okamotto, em contexto de acesso a fundos de pensão e possível financiamento de documentário sobre Lula. A PGR e a PF já haviam informado que não viram provas suficientes em propostas anteriores de delação e que não houve depoimento oral formal. Há suspeita de que a gravação possa ter sido feita de forma irregular dentro da unidade, onde visitantes não podem entrar com celular ou gravador.

O pedido da campanha petista busca mapear quem teve acesso a Vorcaro e em que condições cada visitante pôde portar equipamentos de registro. Ainda não se sabe quem fez e vazou a gravação ou se alguém driblou a segurança da prisão. A campanha pretende que as autoridades investiguem se houve violação de regras de segurança e de sigilo funcional. A defesa de Vorcaro e as instituições já se manifestaram em momentos anteriores sobre a autenticidade e o contexto do material divulgado.