Flávio Bolsonaro usa o fim da reeleição como uma das promessas para fechar alianças com partidos no segundo turno. A ideia já esteve em debate entre senadores e uma proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça em maio de 2025, em sessão que contou com a presença do próprio Flávio. À época, a intenção era implementar as mudanças a tempo de que entrassem em vigor em 2026, mas o texto acabou engavetado. Meses depois, Flávio apresentou um texto semelhante, com alcance mais restrito.

O primeiro texto foi protocolado em 2022 pelo senador Jorge Kajuru (PSB-GO), durante o governo de Jair Bolsonaro. Para apresentar a PEC, Kajuru precisou reunir assinaturas e contou com o apoio de parlamentares do PL, mas Flávio Bolsonaro à época não assinou o pedido, embora já ocupasse uma cadeira no Senado. A PEC 12/2022, de Kajuru, é mais abrangente e propõe mandatos de cinco anos para cargos executivos e eleições unificadas a partir de 2034. Ela já foi aprovada pela CCJ e aguarda votação no plenário.

A PEC 4/2026, de autoria de Flávio, apresentada em março deste ano, ainda não avançou na CCJ. Em declarações recentes, o candidato defende que o fim da reeleição valha já para o mandato que se inicia em 2027 e deixa ao Congresso a definição se o prazo será de quatro ou cinco anos. Ele afirma que não concorrerá à reeleição caso seja eleito e que usará o capital político de um presidente recém-eleito para tentar aprovar a mudança. A proposta de Kajuru, mais avançada no trâmite, permanece no plenário à espera de inclusão na pauta.