O novo presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, colocou o Exército nas ruas e reforçou operações das Forças Armadas e da Polícia como parte da ofensiva de segurança anunciada no início do mandato. A medida visa combater o narcotráfico e as organizações criminosas que atuam em diversas regiões do país. Eleito com um discurso de endurecimento contra o crime, De la Espriella assumiu prometendo recuperar o controle territorial, ampliar a presença do Estado e aumentar a pressão sobre grupos ilegais.

OFENSIVA CONTRA O NARCOTRÁFICO E GRUPOS ARMADOS

Desde a posse, o presidente determinou a intensificação de operações militares e policiais. Em suas primeiras declarações, fechou a porta a negociações com grupos armados e anunciou que as organizações criminosas teriam apenas duas opções: submeter-se à lei ou enfrentar a força do Estado. A estratégia inclui retomada de fumigações aéreas de cultivos ilícitos, construção de megacárceres e ações de desarticulação de estruturas de narcotráfico e narcoterrorismo. Relatórios das Forças Públicas apontam operações iniciais com capturas, neutralizações de cabecilhas e destruição de artefatos explosivos.

DISCURSO DE MÃO DURA E REFERÊNCIAS INTERNACIONAIS

De la Espriella, de perfil conservador e alinhado a uma linha de segurança firme, inspirou-se em modelos de combate ao crime como o adotado em El Salvador. Durante a campanha, prometeu resposta mais dura aos narcotraficantes, bombardeios a acampamentos e presença militar em áreas críticas, inclusive cidades com problemas graves de microtráfico e violência. O novo governo também sinaliza maior cooperação com os Estados Unidos no enfrentamento ao tráfico de drogas.

CONTEXTO DA POSSE E PRIMEIROS PASSOS

A posse ocorreu em Cali, com forte aparato de segurança. Nos primeiros dias, o presidente destacou a necessidade de recuperar a autoridade do Estado e proteger a população. A ofensiva ocorre em um cenário de recordes de cultivos de coca e atuação de múltiplos grupos armados ilegais, segundo dados oficiais e de organismos internacionais. A medida de reforço da presença do Exército nas ruas integra o pacote de ações anunciado para os primeiros 90 dias de governo.