O governo da Polônia decretou de forma oficial a deportação de cidadãs brasileiras por realizar apologia ao comunismo em território polaco, reafirmando o cumprimento da normativa do país.

Diante da medida, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) entrou em contato direto com o consulado da Polônia para gerenciar a situação. A intervenção diplomática conseguiu destravar o cenário e evitou que as envolvidas fossem enviadas à prisão.

Após eludir a pena de cárcere pela via consular, a resolução oficial derivou na saída pactuada do país europeu. Estima-se que o desembarque das deportadas em solo brasileiro se concretize durante a próxima semana.

O caso ganhou repercussão no início de outubro, quando o eurodeputado polonês Dominik Tarczyński, aliado de Flávio Bolsonaro, publicou fotos de duas brasileiras em Varsóvia fazendo o gesto do “L” e usando broche do PT durante a votação no exterior. Ele associou os símbolos à promoção do comunismo — prática proibida pela legislação polonesa — e pediu informações para identificar as mulheres, chegando a dizer que as ajudaria a fazer as malas para a deportação.

A legislação polonesa, marcada pela experiência histórica com regimes totalitários, restringe a propaganda pública de sistemas nazistas, fascistas ou comunistas. O episódio reacendeu o debate sobre os limites da expressão política de estrangeiros e o peso da memória histórica do país europeu.