PF E MP PRENDEM VEREADOR DO PT EM OPERAÇÃO CONTRA PCC
Operação Última Parada mira esquema de lavagem de dinheiro da facção criminosa por meio de empresa de ônibus em São Paulo. Preso o vereador Senival Moura (PT), ligado à Transunião, que transporta centenas de milhares de passageiros diariamente.
Uma força-tarefa da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo deflagrou a Operação Última Parada, que investiga lavagem de dinheiro do PCC via empresa de transporte coletivo Transunião. Foram cumpridos mandados de prisão contra cinco investigados, incluindo o vereador Senival Moura (PT), empresários e membros da facção.
DETAILS DA INVESTIGAÇÃO
As apurações começaram em 2020 após o assassinato do então presidente da Transunião, Adalto Soares Jorge. Senival Moura seria seu braço-direito e teria se beneficiado de caixa dois para campanha eleitoral. A empresa opera 51 linhas na zona leste de São Paulo, transportando cerca de 389 mil passageiros por dia. Mandados foram cumpridos na capital, região metropolitana e Extrema (MG).
LIGAÇÃO ENTRE POLÍTICA, TRANSPORTE E CRIME ORGANIZADO
O caso expõe a infiltração do PCC em serviços públicos essenciais. Vereadores e agentes públicos supostamente atuavam como facilitadores para branqueamento de capitais da facção. A Transunião, concessionária de transporte, teria sido usada para ocultar recursos ilícitos, incluindo financiamento de campanhas.
REAÇÃO E CONTEXTO MAIS AMPLO
Para a direita, o episódio reforça críticas à esquerda, que historicamente mantém relações controversas com setores dominados pelo crime organizado. O PT mais uma vez aparece associado a investigações graves, enquanto o PCC expande influência em áreas urbanas. A operação demonstra esforço de autoridades estaduais, mas destaca falhas crônicas no controle de concessões públicas.
IMPACTOS PARA SÃO PAULO
A prisão de um vereador em exercício abala a credibilidade do transporte público paulistano. O caso pode levar a revisões em contratos e maior fiscalização, mas reforça a necessidade de limpeza profunda nas relações entre poder público e facções. O brasileiro comum, que paga tarifas altas, é o maior prejudicado por esquemas que desviam recursos.

