O Instituto Vladimir Herzog enviou ao secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, uma carta alertando para o risco de interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras de 2026. O documento cita um relatório da Agência Brasileira de Inteligência que teria classificado como crítico o risco de ingerência de Washington e pede que os países reconheçam o resultado eleitoral independentemente de quem seja o vencedor.

A carta menciona pressões diplomáticas, tarifas aplicadas a produtos brasileiros, sanções contra autoridades e a tentativa de incluir exigências políticas nas negociações entre Brasil e Estados Unidos. Também cita a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas e a presença de representantes americanos que pretendiam discutir o processo eleitoral. Washington afirma que a visita teria caráter regular e nega intenção de interferir no pleito.

O alerta chega no momento em que Lula participa da Assembleia Geral da ONU, onde deve defender a soberania brasileira e rejeitar interferências estrangeiras. O episódio internacionaliza a disputa de 2026 e aumenta a pressão para que qualquer denúncia seja acompanhada de provas verificáveis. A definição sobre o resultado, contudo, continuará submetida às instituições eleitorais brasileiras e à fiscalização prevista na legislação nacional.