GREENWALD IRONIZA TEORIAS SOBRE A CIA E LEVANTA DEBATE SOBRE INTERFERÊNCIA DOS EUA NO BRASIL
Postagem do jornalista retoma a criação do Intercept e a VazaJato em tom sarcástico enquanto novas informações apontam atenção estrangeira sobre a eleição brasileira
O jornalista Glenn Greenwald publicou uma mensagem enigmática no X ao comentar a atuação da CIA na política brasileira. Em tom claramente irônico, ele escreveu que teria criado o Intercept Brasil, em 2016, por ordem da agência americana para impedir o impeachment de Dilma Rousseff e afirmou que o mesmo teria ocorrido com a VazaJato. A postagem não apresenta prova de uma operação da CIA, mas retoma episódios que continuam no centro da disputa política brasileira.
A publicação ganhou repercussão porque ocorre em meio a novos relatos sobre a atenção de governos estrangeiros às eleições de 2026. Uma reportagem da CNN informou que a China acompanha as declarações e as práticas de Flávio Bolsonaro para avaliar o futuro da relação bilateral, sobretudo nas áreas de minerais críticos e inteligência artificial. O cenário alimenta a discussão sobre a influência de Washington, Pequim e Moscou no processo político brasileiro.
Greenwald já foi aliado de setores da esquerda quando publicou a VazaJato, mas passou a criticar decisões do Supremo Tribunal Federal e medidas atribuídas a Alexandre de Moraes. Por isso, sua mensagem pode ser lida como uma provocação às teorias de interferência estrangeira e também como um alerta para que denúncias sobre atuação da CIA sejam tratadas com documentos e investigação, e não apenas com narrativas políticas. Até o momento, não há comprovação pública de que a agência tenha organizado uma operação para derrubar Jair Bolsonaro.

