Relatos divulgados nas redes sociais indicam que o governo de Vladimir Putin acompanha de perto a eleição brasileira e reagiu à possibilidade de uma interferência dos Estados Unidos no processo político. Segundo a jornalista Daniela Lima, citada em uma das postagens, o presidente russo teria enviado um emissário especial ao Brasil, enquanto o presidente chinês Xi Jinping telefonou para Lula. O movimento foi interpretado como uma demonstração de apoio diplomático ao petista diante da pressão de Washington.

As informações aparecem no momento em que Lula tenta ampliar sua articulação internacional. Nesta segunda-feira, o presidente tem agendas com o prefeito de Nova York e com o senador Bernie Sanders, ambos do Partido Democrata. A sequência de contatos reforça a leitura de que o Planalto busca apoio externo para enfrentar as críticas do governo Trump e transformar a disputa eleitoral brasileira em um episódio de maior peso geopolítico.

Não há, até o momento, anúncio formal de endosso de Putin à candidatura de Lula. O que existe é uma aproximação diplomática confirmada por contatos entre os governos e por declarações de defesa da soberania brasileira. A atuação de Rússia e China, porém, mostra que a eleição de 2026 passou a ser observada pelas grandes potências e pode se transformar em mais um ponto de confronto entre o bloco ligado a Lula e a pressão política exercida pelos Estados Unidos.