Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, manteve no ar conteúdos da campanha de Lula que chamam Flávio Bolsonaro de “traidor da pátria” e de “protagonista do maior escândalo de corrupção da história”. A decisão saiu neste sábado (26). O senador tinha protocolado a ação em 1º de setembro e pedia a retirada de três textos do site “Flávio, o pior dos Bolsonaros”. O Portal R7 publicou a liberação. Os textos tratam da negociação de patrocínio com Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse, da postura de Flávio e de aliados diante das tarifas dos Estados Unidos e do caso de rachadinha atribuído ao gabinete dele na Assembleia do Rio.

É o mesmo ministro que, na mesma semana, suspendeu o jingle “Foi o Flávio Bolsonaro”. Naquela liminar, Nunes Marques viu descontextualização grave e risco de o refrão induzir o eleitor ao erro. No site, deixou as expressões de pé. A representação de 1º de setembro pedia para tirar do ar três páginas. A resposta publicada no sábado foi manter.

O endereço da campanha de Lula segue com o nome do adversário na manchete e com as palavras traidor e maior escândalo. O jingle saiu do rádio. A página ficou. Faltam sete dias para 4 de outubro. O plenário do TSE ainda pode rever as duas decisões. Até lá, o site que Flávio quis derrubar continua no ar por ordem do presidente da Corte.