MENDONÇA QUEBROU O ICLOUD DO SICÁRIO EM JUNHO E O CONTEÚDO NÃO CHEGOU
O Diário 360 diz que já se passaram mais de 100 dias sem o material que deixou a irmã de Luiz Phillipi Mourão passando mal
André Mendonça autorizou em 16 de junho a quebra do iCloud de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário, operador apontado pela Polícia Federal no caso do Banco Master. Ele disse isso na Segunda Turma, no julgamento que manteve as prisões de Henrique e Felipe Vorcaro, pai e primo de Daniel Vorcaro. A frase, registrada pela CNN e pelo Metrópoles, foi esta: “Tem mais coisa por vir. Eu havia determinado que fosse preservado o iCloud do Sicário. Essa semana eu determinei a quebra desses dados. Vamos ver o que virá de lá. Vamos ver o que deixou a irmã do Sicário passando mal.” O Diário 360 publicou neste domingo que, mais de 100 dias depois, o conteúdo autorizado ainda não teria chegado ao gabinete.
Mourão foi alvo da Operação Compliance Zero e morreu sob custódia da PF em Belo Horizonte. A irmã, Joana Mourão, segundo mensagens reunidas pela investigação e publicadas pelo Metrópoles, disse ter material para acabar com a família Vorcaro inteira e cobrou pessoas ligadas a Henrique Vorcaro depois que a família ficou sem dinheiro. Uma das mensagens fala em estar perto do “abismo” financeiro. O acesso foi autorizado justamente para saber o que havia na nuvem e se houve tentativa de influir em testemunha. Na mesma sessão, Mendonça recusou o que chamou de delação seletiva: “Falaram na minha cara isso. Não faço questão de delação. Agora, delação seletiva, comigo não.”
De 16 de junho a este domingo são 103 dias. A nuvem que o relator mandou abrir, a mesma que ele disse ter feito a irmã passar mal, segue sem chegar, segundo o Diário 360. O Master está no centro da briga do Supremo a sete dias da urna. O que Mendonça pediu para ver em junho ainda não está na mesa dele.

