De acordo com informações divulgadas pelo canal GloboNews em vídeo publicado nesta sexta-feira, dia 8 de maio de 2026, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), foi definido como o relator das ações que contestam a validade da nova Lei da Dosimetria. A norma, que prevê a redução de penas para condenados pelos atos de 8 de janeiro e por crimes de tentativa de golpe de Estado, como no caso do ex-presidente Jair Bolsonaro, está sendo questionada pela ABI (Associação Brasileira de Imprensa) e pela federação PSOL-Rede. Na sequência dos fatos, o Congresso Nacional havia derrubado o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se recusou a promulgar a lei, obrigando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a realizar a promulgação oficial. Segundo a análise do jornalista Guilherme Balza no programa Em Pauta, embora a esquerda pressione pela anulação, é improvável que o ministro Moraes tome uma decisão provisória para derrubar a medida. O motivo central seria um acordo político prévio entre integrantes do Supremo, especialmente a ala liderada por Moraes, e as lideranças do Parlamento. Como consequência desse pacto, o presidente da Câmara, Hugo Motta, teria escolhido o deputado Paulinho da Força, aliado próximo de Moraes, para ser o relator da proposta na casa legislativa. Em paralelo, a análise aponta que essa ala do tribunal cedeu à pressão política em um momento estratégico para viabilizar a aprovação da dosimetria. No plano político, a situação revela os bastidores de um sistema de freios e contrapesos que, muitas vezes, funciona à base de composições que o público desconhece. Para o cidadão conservador, a notícia traz um misto de cautela e expectativa, pois a manutenção da lei representa um passo fundamental para corrigir o que muitos consideram penas desproporcionais e abusivas aplicadas após os eventos de Brasília. Embora a perseguição judicial da esquerda e de entidades como a ABI continue, o reconhecimento de que houve um acordo envolvendo o próprio Moraes sugere que a segurança jurídica da nova norma pode ser preservada. Na prática, se a lei for mantida, ela abrirá caminho para revisões de pena necessárias, garantindo que o direito de defesa e a justiça não sejam sacrificados por interesses puramente ideológicos do governo atual. Até o momento não há confirmação oficial de como será o voto final do ministro, mas o cenário desenhado indica uma possível blindagem contra as investidas do PSOL.