De acordo com informações divulgadas pelo portal Metrópoles nesta sexta-feira, dia 8 de maio de 2026, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, se manifestem sobre a nova Lei da Dosimetria. A medida foi tomada horas após a promulgação da norma por Alcolumbre e atende a um questionamento de constitucionalidade apresentado pelo partido PSOL. Além dos chefes do Executivo e do Legislativo, o ministro também solicitou manifestações da AGU (Advocacia-Geral da União) e da PGR (Procuradoria-Geral da República) sobre o pedido da legenda de esquerda. Na prática, a nova lei permite que condenados pelos eventos de 8 de janeiro e por outros atos classificados como antidemocráticos tenham suas penas reduzidas. Entre os possíveis beneficiados está o ex-presidente Jair Bolsonaro, que já anunciou a intenção de pedir a revisão de sua pena atual, fixada em 27 anos e três meses. Em seguida, a reportagem detalha que Moraes acumula a relatoria da ação do PSOL com outro processo que também contesta a validade da lei. A principal alegação das ações judiciais é que a Constituição Federal define crimes cometidos por grupos armados contra a ordem constitucional e o Estado Democrático como inafiançáveis e imprescritíveis, o que impediria a aplicação da nova dosimetria. No plano político, a decisão de Moraes é vista como uma reação imediata do Judiciário para barrar uma iniciativa do Congresso Nacional que poderia esvaziar as condenações impostas pelo tribunal nos últimos anos. Como consequência, o cenário reforça a tensão entre os poderes, expondo como o STF atua para manter o rigor das penas contra a direita, enquanto partidos de esquerda utilizam a via judicial para anular decisões legislativas soberanas. Para o cidadão conservador, o episódio representa mais um capítulo do ativismo judicial, onde magistrados interferem em leis recém-promulgadas para impedir que o devido processo legal e a justiça equilibrada alcancem opositores políticos do atual sistema. Na prática, a movimentação de Moraes sinaliza que a perseguição judicial contra o grupo de Bolsonaro continuará sendo a tônica da corte, ignorando a vontade dos representantes eleitos no Parlamento.