Organizações religiosas dos Estados Unidos estão mobilizando suas congregações para apoiar candidatos alinhados a valores conservadores nas eleições de meio de mandato marcadas para o próximo terça-feira, 3 de novembro de 2026.

Em Nova York, a Organização de Ministros Hispanos, que reúne pastores e líderes de igrejas latinas, transmite o recado diretamente dos púlpitos. O presidente do grupo, reverendo Rubén Díaz — registrado como democrata, mas que se define como “democrata conservador” —, afirma que a orientação não é votar por um partido específico, e sim a partir da “linha conservadora”, como mensagem de repúdio ao que está ocorrendo no país.

Díaz deixa claro o critério: os fiéis não devem apoiar nenhum candidato favorável ao aborto, ao casamento entre pessoas do mesmo sexo ou a operações de mudança de sexo. “Nós estamos contra tudo isso”, resume. Na prática, o reverendo já sinalizou apoio pessoal ao republicano Bruce Blakeman na disputa pela governadoria de Nova York contra a democrata Kathy Hochul.

A mobilização ocorre enquanto os republicanos buscam preservar o controle das duas casas do Congresso. Em meio a críticas crescentes à captura do Partido Democrata por correntes socialistas — como o apoio de Hochul ao prefeito de Nova York Zohran Mamdani —, líderes religiosos hispanos cobram que o voto reflita valores bíblicos e tradicionais da família.

O movimento reforça um padrão já conhecido: comunidades de fé, especialmente entre latinos evangélicos, rejeitam a agenda progressista em temas morais e se posicionam como freio à expansão de políticas contrárias à vida, ao casamento e à identidade sexual biológica. Enquanto setores da esquerda tentam disputar o voto cristão com candidatos religiosos de linha progressista, a mobilização desde os púlpitos em Nova York mostra que a base conservadora continua ativa e disposta a defender seus princípios nas urnas.