Líderes evangélicos como Malafaia e Teo Hayashi pedem respeito à derrota de Flávio ao PT
Após a fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos e a divulgação de carta contestando o resultado das urnas, a narrativa de fraude eleitoral ganhou espaço entre alguns aliados, como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e o senador Deltan Dallagnol (Novo-PR). No entanto, lideranças evangélicas de peso adotaram postura diferente.
Segundo análise do antropólogo Juliano Spyer, publicada na Folha de S.Paulo, além do pastor Silas Malafaia, o bispo Teo Hayashi — influente sobre a juventude evangélica — ecoa a visão de que a derrota para o PT foi trágica, mas foi a escolha dos brasileiros e deve ser respeitada. Malafaia, que defendeu a saída de Flávio como reação à perseguição do ministro Alexandre de Moraes, também criticou internamente a carta como amadora.
O resultado oficial, confirmado pelo TSE, deu a Lula 51,79% dos votos contra 48,21% de Flávio, com diferença superior a 4 milhões de votos. O PL reconheceu o resultado, e a extensão do horário de votação por decisão do STF resultou em menos de 35 mil votos adicionais, sem impacto na margem.
A divisão expõe o desafio da direita após a derrota: manter a pressão contra o ativismo judicial e as políticas do governo Lula sem recorrer a alegações sem comprovação, preservando a legitimidade do voto popular e a unidade do campo conservador e evangélico.

