André Mendonça, no TSE, multou em R$ 15 mil a campanha de Lula nesta sexta (25) por impulsionar um vídeo contra Flávio Bolsonaro. A peça dizia que a família Bolsonaro deixou o Brasil mais violento, falava em mais de 1 milhão de armas e 1 bilhão de balas nas ruas e ligava parte desse armamento a facções. Fechava com “O Brasil não pode voltar a ser alvo do bolsonarismo” e “Bolsonaros, nunca mais”. O ministro proibiu novo impulsionamento da mesma peça, também em outras plataformas.

A lei eleitoral permite pagar para promover o próprio candidato. Não permite pagar para ampliar ataque ao adversário. Mendonça escreveu que a propaganda foi construída “do início ao fim” em torno da desqualificação de Flávio. “Não há, na peça impugnada, contraposição entre propostas ou realizações das duas candidaturas, tampouco elemento positivo autônomo dirigido à promoção daquela que contratou o impulsionamento.” O gasto estimado ficou entre R$ 8,2 mil e R$ 9,3 mil. O alcance, entre 660 mil e 770 mil impressões.

A campanha petista pagou para colocar “nunca mais” na frente de centenas de milhares de telas e levou multa maior do que o próprio anúncio. A ordem corta a repetição do filme. Não apaga a frase que o PT escolheu como fecho. Faltam seis dias para 4 de outubro.