HEGSETH PÕE O CIBERCOMANDO NA ELEIÇÃO AMERICANA DE NOVEMBRO
O memorando de 22 de setembro, revelado nesta segunda, manda identificar e neutralizar interferência estrangeira e não cita país
Pete Hegseth, secretário de Guerra dos Estados Unidos, autorizou em 22 de setembro um memorando que põe inteligência e capacidade cibernética na proteção das eleições legislativas de novembro. O texto foi revelado nesta segunda (28). A Axios apurou que ele determinou o uso de capacidades avançadas de inteligência e cibernética para identificar, interromper e neutralizar interferência estrangeira. São três ordens: priorizar esse trabalho no Comando Cibernético e nas agências de apoio ao combate, fazer a inteligência de defesa coletar e produzir informação sobre ameaças estrangeiras às eleições, dentro da lei, e enfrentar ameaça cibernética em operação conjunta com o Departamento de Segurança Interna.
O memorando é endereçado aos chefes do Comando Cibernético, da Agência de Segurança Nacional, da Agência de Inteligência de Defesa e da Agência Nacional de Inteligência Geoespacial, segundo o Nextgov. Hegseth chamou a proteção da eleição de missão que não pode falhar e mandou mobilizar cada ativo autorizado para defender a infraestrutura eleitoral de influência estrangeira maligna. O documento não aponta país, não cria verba nova e não marca prazo. A Axios registrou que a diretriz se apoia na ordem de Donald Trump de 2025 sobre a integridade das eleições americanas e também responde ao discurso de julho em que Trump acusou a China de interferir no pleito de 2020, acusação que Pequim negou. Em novembro, os americanos renovam a Câmara e parte do Senado.
Washington tratou interferência de fora na própria urna como missão militar, com nome de quem executa e sem nome de inimigo no papel. O Brasil vota em 4 de outubro. O memorando de Hegseth é sobre a eleição americana de novembro. O método está escrito: identificar, interromper e neutralizar.

