Ronaldo Caiado negou nesta segunda (28) um acordo com Romeu Zema para os dois deixarem a corrida e apoiarem Flávio Bolsonaro. O comentário corria entre integrantes do PP, a menos de uma semana do primeiro turno. Procurado pela coluna de Andreza Matais, no Metrópoles, o candidato do PSD respondeu por mensagem, com trechos em caixa alta: “Posso responder por mim. Não existe qualquer hipótese de desistência. Tá entendido?” Caiado tem atacado Flávio e se oferece como uma direita com o que ele chama de “autoridade moral”.

A Folha tinha publicado que Zema avaliava desistir, sob pressão de aliados. De tarde, a assessoria do Novo ficou em silêncio. À noite, o próprio Zema fechou a porta. Em Caeté, na região metropolitana de Belo Horizonte, e num vídeo da campanha, disse que leva a proposta até o fim, que já derrotou o PT duas vezes em Minas e que é o candidato “ficha limpa”, “sem rabo preso”. Pediu voto para domingo, 4 de outubro. A CBN ligou a pressão ao 1% dele na Quaest. O SBT News registrou o mesmo 1% na Quaest e na BTG/Nexus. A coluna anotou que outros políticos do Novo apoiam Flávio com o aval de Zema, e que esse aval não foi dado ao sucessor dele no governo de Minas, Mateus Simões, do PSD.

O acordo que circulou no PP era uma saída conjunta para tentar tirar Lula no primeiro turno. Caiado respondeu só por ele, em letra grande, e cravou que não sai. Zema, depois do silêncio da tarde, disse que fica até domingo. O número que alimenta o pedido de desistência é o 1%. As duas respostas, nesta segunda, foram não.