O comunicador André Marinho, candidato do Novo ao governo do Rio de Janeiro, afirmou nesta terça-feira (15) que a sessão do Supremo Tribunal Federal serviu para ganhar tempo e abrir espaço a novos vazamentos. A leitura dele recai sobre o pedido de vista do ministro Flávio Dino, que interrompeu o julgamento sobre investigar Alexandre de Moraes pelas mensagens com Daniel Vorcaro. Pelas regras da Corte, o ministro pode devolver os autos em até 90 dias. O Poder360 registrou que o calendário pode passar da urna de outubro.

Dino classificou a sessão de “desastrosa”, criticou a condução de Edson Fachin e pediu vista depois da briga entre Gilmar Mendes e André Mendonça. Chegou a votar pela reunião dos processos, empatando em 4 a 4, e retirou o voto ao pedir vista. Fachin proclamou 4 a 3 pela análise separada: Fachin, Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia de um lado; Gilmar, Cristiano Zanin e Moraes do outro. Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli não votaram. A Folha descreveu a tarde como “show dos horrores” e “psicodrama”. Antes da sessão já tinham vazado diálogos do celular de Vorcaro envolvendo Fux, Nunes Marques e Mendonça.

Marinho aponta o próximo movimento: usar o intervalo para vasculhar o material e atacar, com fogo pesado, Mendonça, Fux e Kassio — o bloco que sustentou a investigação e o afastamento da cúpula da PF. Se os três não responderem na mesma intensidade, diz, saem destruídos do front. A vista de Dino não encerrou o dossiê. Abriu o prazo em que o grupo de Moraes lê o celular do banqueiro e escolhe a próxima peça. O mérito continua intacto. O relógio, agora, é de quem vaza.