Depois da sessão do STF, as redes resgatam o Nepal de 2025
Coluna de Igor Gadelha no Metrópoles registra o termo Nepal entre os assuntos mais comentados no X no dia em que a Corte adiou o destino de Moraes
Internautas voltaram a citar nesta terça-feira (15) os protestos que derrubaram o governo do Nepal em setembro de 2025, no mesmo dia em que o Supremo Tribunal Federal passou horas discutindo se investiga o ministro Alexandre de Moraes. A coluna de Igor Gadelha no Metrópoles registrou o fenômeno: o termo “Nepal” entrou nos assuntos mais comentados do X no Brasil. Há um ano, o primeiro-ministro Khadga Prasad Oli caiu depois que o governo bloqueou redes usadas por jovens contra a desigualdade. Os protestos incendiaram prédios oficiais, deixaram dezenas de mortos e levaram a juíza Sushila Karki, ex-presidente da Suprema Corte local, ao cargo interino.
Gadelha escreve que as mensagens tratam a revolta asiática como resposta a uma “impunidade” caso o STF barre o inquérito das 52 mensagens com Daniel Vorcaro. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) comentou o destaque do termo no dia da sessão. O plenário desta terça não julgou o mérito. Fachin proclamou 4 a 3 contra a questão de ordem de Gilmar Mendes para juntar os processos e adiar para o dia 23. Flávio Dino pediu vista. Com vista, o regimento admite devolver o caso em até 90 dias — depois da urna de outubro, segundo o Poder360. Cármen Lúcia pediu desculpas ao país. Fux e Gilmar se xingaram no WhatsApp.
O paralelo que as redes fizeram não nasceu do Himalaia. Nasceu da sessão. O tribunal que passou anos tratando crítica como ameaça à democracia passou a terça se acusando no banco e no celular e saiu sem decidir se o xerife vira investigado. No Nepal, a faísca foi o bloqueio das redes. No Brasil, o gatilho foi a Corte julgando a si mesma na véspera da eleição. Comparar rua com plenário não é programa. É o termômetro do que a TV Justiça mostrou: um Supremo que pediu desculpa e entregou vista.

