Uma das maiores empresas industriais do Brasil chegou ao limite e precisou buscar proteção para reorganizar uma dívida gigantesca. A Braskem aprovou o pedido de recuperação extrajudicial para renegociar aproximadamente US$ 10,9 bilhões, perto de R$ 54 bilhões. A medida não significa falência nem encerramento das fábricas: fornecedores, clientes e empregados continuam fora do plano, enquanto a companhia negocia diretamente com os credores financeiros.

A crise foi formada por uma combinação pesada: baixa prolongada das margens petroquímicas globais, endividamento elevado, dificuldades da subsidiária mexicana e despesas relacionadas ao desastre provocado pela mineração de sal-gema em Maceió. Mesmo após registrar lucro de R$ 3,33 bilhões no segundo trimestre de 2026, a Braskem continuou sem fôlego para carregar sua estrutura financeira. Agora terá de obter o apoio exigido entre os credores para homologar o plano e evitar uma recuperação judicial mais ampla — um retrato de como até uma gigante pode desmoronar quando dívida, erros de gestão e passivos bilionários se acumulam.