KEIKO FUJIMORI ASSUME PRESIDÊNCIA DO PERU E COLOCA FORÇAS ARMADAS NAS RUAS CONTRA O CRIME
Nova presidente anuncia, nos primeiros dias de governo, participação das Forças Armadas em operações de segurança e no sistema de transporte para combater extorsão, narcotráfico e facções. Medida reforça prioridade da campanha.
Keiko Fujimori assumiu a Presidência do Peru em 28 de julho de 2026 e, nos primeiros dias de mandato, confirmou o envio de militares para as ruas e o sistema de transporte como parte de uma ofensiva contra o crime organizado. A medida foi anunciada publicamente no domingo (2 de agosto), menos de uma semana após a posse.
FORÇAS ARMADAS REFORÇAM COMBATE À DELINQUÊNCIA
A presidente informou que as Forças Armadas passarão a atuar em coordenação com a Polícia Nacional em espaços públicos e no transporte. O objetivo declarado é enfrentar a onda de extorsões, narcotráfico, mineração ilegal e ação de facções criminosas que marcaram a campanha eleitoral.
Durante o discurso de posse, Fujimori já havia antecipado que, em estados de emergência, as Forças Armadas assumiriam temporariamente a liderança das operações de segurança e do controle da ordem interna, até o restabelecimento da autoridade do Estado. O anúncio de 2 de agosto detalha a aplicação prática dessa diretriz, incluindo apoio também ao Instituto Nacional Penitenciário (INPE) na vigilância de presídios.
PRIORIDADE DECLARADA DESDE A CAMPANHA
A segurança pública foi o tema central da disputa presidencial, vencida por Fujimori por margem estreita sobre o candidato de esquerda Roberto Sánchez. A nova presidente, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, prometeu resposta firme à criminalidade e chegou ao cargo como a primeira mulher eleita pelo voto direto no país.
O governo também sinalizou endurecimento de penas para determinados crimes e ampliação da estrutura prisional com presídios de segurança máxima. A estratégia é apresentada como recuperação da autoridade do Estado em territórios dominados por organizações criminosas.
CONTEXTO E REAÇÕES
O Peru enfrenta há anos elevação de homicídios e denúncias de extorsão. A participação militar em tarefas de segurança interna gera debates: apoiadores veem resposta necessária à crise, enquanto críticos alertam para riscos a direitos e garantias. Fujimori enfatizou que a atuação ocorre dentro dos limites constitucionais e de forma coordenada com a polícia.
As medidas marcam o início de um mandato centrado na ordem pública, em linha com a onda de governos de direita na América Latina que priorizam o enfrentamento ao crime organizado.

