INDIGNAÇÃO NA FRANÇA: JOVEM QUE LANÇOU COQUETEL MOLOTOV CONTRA POLÍCIA RECEBE APENAS TRABALHOS COMUNITÁRIOS
As primeiras condenações dos violentos dos protestos de 17 de outubro na França geraram indignação. Em Toulouse, Ylan, de 18 anos, foi condenado por lançar um coquetel Molotov (aceso, mas sem explosão) contra policiais a 12 meses de prisão com sursis (suspensa) + 140 horas de trabalhos de interesse geral e privação do direito de voto por 3 anos. A pena máxima prevista era de 10 anos de prisão.
Outros casos seguem o padrão de leniência: um saqueador de Carrefour em Reims recebeu apenas 105 horas de trabalho comunitário. Imigrantes ilegais presos em saques a lojas de luxo como Louis Vuitton e Micromania saíram com penas de meses. Os protestos, convocados contra o custo de vida, degeneraram em saques, incêndios e confrontos, com quase 1.800 presos e centenas de policiais feridos.
O governo de Emmanuel Macron atribuiu a violência a grupos de extrema esquerda e criminosos. Críticos apontam que a Justiça está sendo branda com quem ataca as forças de segurança e o patrimônio público, enquanto a população sofre as consequências da desordem. O caso ilustra o debate sobre a resposta do Estado a distúrbios urbanos na França.

