A influenciadora Malévola Alves, nome artístico de Mariana Alves Gadelha Pereira, 22 anos, foi presa nesta terça-feira (20) em Alexandria, no Egito, junto com uma amiga. O Ministério do Interior egípcio acusou as duas de exibição pornográfica, insinuações sexuais e assédio a transeuntes em vias públicas. Segundo as autoridades, elas admitiram ter gravado e publicado os vídeos para aumentar visualizações nas redes. O caso foi encaminhado à Promotoria.

Malévola, conhecida por conteúdo de lifestyle e polêmicas, declarou apoio a Lula nas eleições de 2026 e afirmou que não votaria em Flávio Bolsonaro. Ela também teve treta pública com Jojo Todynho, com troca de ofensas e acusações de transfobia após reclamação de serviço em salão de beleza. No Egito, o Itamaraty informou que a Embaixada no Cairo está à disposição para assistência consular. Leis locais sobre moralidade pública podem resultar em penas de prisão de até quatro anos em casos graves de obscenidade e assédio.

A defesa acionou a embaixada. Enquanto Lula permanece em silêncio sobre o caso de sua apoiadora, surge a pergunta sobre o que o governo brasileiro fará. Uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro abriria espaço para pressão diplomática diferente pela liberação. A prisão expõe o contraste entre o discurso de direitos no Brasil e a realidade em países com regras mais rígidas de ordem pública.