A equipe de segurança do presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, denunciou um plano terrorista das dissidências das FARC e do ELN para assassiná-lo. Segundo comunicado oficial divulgado nesta segunda-feira (20), informações de inteligência apontam que as estruturas criminosas oferecem até 3 mil milhões de pesos colombianos (cerca de US$ 750 mil a 1 milhão) pela cabeça do futuro mandatário. A ameaça ocorre durante a agenda de empalmes regionais, a menos de três semanas da posse, marcada para 7 de agosto.

ALERTA DE INTELIGÊNCIA E RISCO DE INFILTRAÇÃO

O comunicado da assessoria de De la Espriella informa que os relatórios conhecidos pelas autoridades competentes indicam um “presunto ofrecimiento” das estruturas do ELN e das dissidências das FARC para executar o atentado. Há também alertas sobre possíveis tentativas de infiltração em rodas de imprensa e atividades públicas, especialmente em eventos com presença de crianças e idosos, para materializar a ação violenta. Apesar da gravidade, o presidente eleito reiterou que não suspenderá a agenda de trabalho nem o processo de empalme territorial, porque “a Colômbia não pode ceder ao medo imposto pela violência”.

LEGADO DO GOVERNO PETRO E FRACASSO DA “PAZ TOTAL”

A denúncia chega em meio ao clima de alta tensão pós-eleitoral e expõe o legado desastroso da política de “paz total” do presidente  Gustavo Petro. Sob o governo de esquerda, grupos armados se fortaleceram, aumentaram o controle territorial, expandiram cultivos de coca e intensificaram a violência. De la Espriella, eleito com discurso de mão dura e restauração da autoridade do Estado, já havia dado ultimato a cabecillas do ELN e das FARC, declarando-os objetivos militares e concedendo prazo de um mês para se entregarem. A resposta dos narcoterroristas veio na forma de ameaça de magnicídio.

PARALELO COM A DIREITA LATINO-AMERICANA

Para a direita conservadora e bolsonarista, o caso colombiano é mais uma prova de que a esquerda e seus aliados armados não aceitam a derrota nas urnas. Assim como Jair Bolsonaro e sua família enfrentaram perseguição judicial e ameaças no Brasil, De la Espriella — apodado “El Tigre” e apoiado por setores conservadores e por Donald Trump — agora é alvo direto de guerrilhas que prosperaram sob a conivência petrista. A recompensa milionária e a sofisticação do plano (incluindo infiltração em eventos públicos) mostram que os grupos ilegais veem no novo governo uma ameaça existencial à sua impunidade.

DE LA ESPRIELLA MANTÉM FIRMEZA E EXIGE AÇÃO

O presidente eleito solicitou às autoridades competentes investigações céleres para identificar a origem da ameaça, os responsáveis e neutralizar qualquer ação. Medidas extraordinárias de segurança serão adotadas para proteger tanto a população que participa dos eventos quanto a equipe de governo. A postura de De la Espriella — não ceder e seguir em frente — contrasta com a fraqueza do governo anterior e reforça sua imagem de líder determinado a recuperar o monopólio da força legítima do Estado.

IMPACTO REGIONAL E ALERTA PARA O BRASIL

A ameaça contra o presidente eleito colombiano serve de alerta para toda a América Latina: onde a esquerda flerta com grupos armados ou adota políticas de frouxidão penal, o crime organizado responde com violência quando perde o poder. A direita brasileira acompanha o caso com atenção, vendo em De la Espriella um aliado natural na luta contra o narcoterrorismo e o forismo de São Paulo. A posse em 7 de agosto será um teste decisivo para a democracia colombiana.