Durante a convenção nacional do PDT em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desafiou abertamente o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, a vir ao Brasil apoiar a campanha do senador Flávio Bolsonaro. Em tom de bravata, Lula disse que Rubio “que venha, que monte um comitê”, porque o PT derrotaria todos “em nome da defesa da democracia”. A declaração, feita em evento que selou o apoio do PDT à reeleição petista, foi gravada e repercutiu imediatamente.

BRAVATA PETISTA QUE COLOCA O BRASIL EM RISCO

Lula não se limitou ao desafio. Afirmou que o país “não tem o direito de perder essas eleições” e resgatou linguagem pesada ao dizer que, no passado, “traidor era enforcado” porque trair a pátria é grave. A fala, dirigida contra aqueles que vão aos EUA “pedir punição ao Brasil”, é lida pela direita como mais um capítulo da estratégia petista de transformar qualquer crítica ou articulação internacional em “traição”. Na prática, o presidente eleva artificialmente a temperatura com a principal potência mundial exatamente quando o Brasil sofre novo tarifaço de 25% sobre milhares de produtos.

DESESPERO ELEITORAL DISFARÇADO DE SOBERANIA

A direita e os bolsonaristas enxergam na provocação o reconhecimento implícito de que Flávio Bolsonaro se tornou ameaça real. Em vez de negociar com seriedade os interesses comerciais brasileiros, Lula prefere o palanque e a guerra de narrativas. Chamar Marco Rubio – um dos homens mais poderosos da administração Trump – para “montar comitê” é gesto de quem sabe que a associação entre o campo bolsonarista e Washington incomoda o PT. Ao mesmo tempo, expõe o cinismo de um governo que fala em soberania enquanto mantém relações cordiais com ditaduras e falha em proteger o produtor brasileiro das consequências de sua própria diplomacia ideológica.

CONTRADIÇÃO PETISTA: SOBERANIA SÓ QUANDO CONVÉM

Lula tenta se apresentar como defensor da democracia e da soberania nacional. No entanto, foi sob seu governo que o Brasil viu aprofundar a insegurança jurídica, o ativismo do STF e a perseguição a adversários políticos. O mesmo presidente que agora desafia Rubio já usou o discurso de “interferência estrangeira” seletivamente: silencia diante de pressões de China e outros parceiros ideológicos, mas grita quando a direita brasileira articula com aliados conservadores nos EUA. A convenção do PDT serviu apenas de palco para mais uma performance eleitoreira.

FLÁVIO BOLSONARO E A DIREITA REAGEM COM FRIEZA

Enquanto Lula opta pela bravata, Flávio Bolsonaro tem buscado canal institucional com autoridades americanas, inclusive enviando carta a Rubio pedindo ponderação sobre o tarifaço e oferecendo diálogo. A diferença de postura é gritante: de um lado, o presidente da República transformando política externa em show de palanque; do outro, a oposição tentando minimizar danos ao Brasil. Analistas bolsonaristas alertam que as declarações de Lula só reforçam a percepção em Washington de que o atual governo não negocia de boa-fé – exatamente o que Rubio já afirmou publicamente.

RISCO REAL PARA O BRASIL

Conselheiros do próprio Planalto já consideram perigoso o caminho de “esticar a corda” com os Estados Unidos. O Brasil não é China e não tem capacidade de bancar uma guerra comercial prolongada. Ao desafiar Marco Rubio em público, Lula não defende a soberania: transforma o país em refém de sua necessidade eleitoral. A direita vê na fala mais uma prova de que o petista prefere o conflito ideológico à responsabilidade de governar.