O governo Lula pagou aproximadamente R$ 837 mil (cerca de US$ 150 mil na cotação da época) ao escritório norte-americano Arnold & Porter Kaye Scholer LLP por serviços relacionados à Lei Magnitsky aplicada ao ministro Alexandre de Moraes e a sanções dos Estados Unidos contra o Brasil. Os dados constam de relatórios da Advocacia-Geral da União (AGU) obtidos via Lei de Acesso à Informação e divulgados com exclusividade pela revista Oeste.

CONTRATO BILIONÁRIO EM POTENCIAL PARA DEFENDER O CENSOR

A contratação ocorreu em agosto de 2025, sem licitação, com teto de US$ 3,5 milhões (cerca de R$ 19 milhões) ao longo de 48 meses. O escritório foi contratado para atuar em “quaisquer medidas de caráter punitivo” aplicadas contra interesses do Estado brasileiro, empresas e agentes públicos — o que inclui explicitamente a defesa de Moraes, sancionado pela Magnitsky por violações de direitos humanos, censura e prisões arbitrárias. Até agora, a banca emitiu quatro faturas: US$ 108.866,96 pela atuação na Magnitsky e US$ 45.034,50 por serviços ligados a sanções tarifárias.

DINHEIRO DO POVO PARA BLINDAR QUEM PERSEGUE A OPOSIÇÃO

Enquanto o brasileiro comum enfrenta imposto alto, inflação e serviços públicos precários, o governo petista gasta fortunas de dinheiro público para tentar limpar a barra do ministro que se tornou o principal instrumento de perseguição política contra a direita e o bolsonarismo. Moraes, responsável por inquéritos sem fim, censura a redes sociais, prisões de apoiadores e condenações de lideranças conservadoras, teve sua defesa bancada pelo bolso do contribuinte. A hipocrisia é gritante: o mesmo governo que acusa a oposição de “entreguismo” e “submissão aos EUA” corre para Washington com cheques gordos para proteger seu principal aliado no STF.

AGU ADMITE ESCOPO AMPLO E PROMETE “RESSARCIMENTO”

A AGU justifica a contratação dizendo que o escritório pode defender não só a União, mas também agentes públicos sancionados no exercício da função. Afirma ainda que buscará ressarcimento junto a “eventuais responsáveis pelos danos causados ao Brasil”. Na prática, o contribuinte paga a conta agora e a promessa de reembolso fica no papel. O contrato abrange também a contestação de tarifas americanas, mas a fatia já gasta com a Magnitsky deixa claro que a prioridade era blindar Moraes.

MAIS UM EPISÓDIO DO ESTADO DE EXCEÇÃO PETISTA

Para a direita e o campo bolsonarista, o episódio resume a lógica do lulopetismo: usar a máquina pública para proteger aliados no Judiciário enquanto destrói adversários políticos. Enquanto Bolsonaro e sua família sofrem restrições, processos e sanções, o governo gasta milhões tentando reverter a punição internacional imposta a Moraes por abuso de poder. A pergunta que fica é simples: quantos hospitais, escolas ou estradas deixam de ser feitos para financiar a defesa do censor-mor da República?

O caso reforça a percepção de que, sob Lula, o Estado brasileiro virou um instrumento de proteção seletiva — e o bolso do povo, a conta que nunca fecha.