EUA fecham acordo militar para atuar em fronteira na América do Sul
Comando Sul, Colômbia e Equador preparam operações coordenadas contra cartéis e grupos armados na região de Esmeraldas
Estados Unidos, Colômbia e Equador decidiram ampliar a cooperação militar contra o narcotráfico na fronteira colombo-equatoriana. O comandante do Comando Sul dos EUA, Francis L. Donovan, reuniu-se em San Lorenzo com os ministros da Defesa da Colômbia, Jorge Eduardo Mora, e do Equador, Gian Carlo Loffredo, para preparar operações terrestres coordenadas contra cartéis, dissidentes armados e rotas utilizadas para transportar cocaína.
A ação deve concentrar-se no norte do Equador, especialmente na província de Esmeraldas, onde grupos criminosos atuam dos dois lados da fronteira. Equador e Estados Unidos já realizam missões conjuntas na região, com participação de integrantes do 7º Grupo de Forças Especiais americano. A entrada da Colômbia amplia o compartilhamento de inteligência, a vigilância aérea e a capacidade de perseguir organizações que atravessam a linha fronteiriça para escapar das forças locais.
O entendimento representa uma expansão da estratégia de Donald Trump contra o chamado narcoterrorismo na América Latina, mas seus limites ainda não foram divulgados: não há informação pública completa sobre quantidade de militares, duração ou regras de emprego da força. Portanto, o anúncio confirma a preparação de operações coordenadas, mas não autoriza concluir que Washington ganhou liberdade irrestrita para agir em qualquer território sul-americano. A aproximação também aumenta a pressão sobre países, como o Brasil, que resistem à classificação de grandes facções como organizações terroristas.

