COLÔMBIA AUTORIZA EXTRADIÇÃO DE CINCO CHEFES ARMADOS AOS ESTADOS UNIDOS
Decisão alcança dissidentes das FARC, integrantes de grupo narcoparamilitar e comandante dissidente do ELN; dois ainda estão foragidos
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, determinou que sejam efetivadas as extradições para os Estados Unidos de cinco chefes de organizações armadas ligados ao narcotráfico. A medida desfaz suspensões concedidas durante o governo de Gustavo Petro para permitir a participação dos acusados nas mesas da política de “paz total”. A decisão não significa, porém, que todos já tenham sido enviados: três estão sob custódia colombiana e dois permanecem foragidos.
Os presos são Willington Henao Gutiérrez, o “Mocho Olmedo”, apontado como segundo chefe da Frente 33 das dissidências das FARC; Carmen Evelio Castillo Carrillo, o “Muñeca”, ligado às Autodefesas Conquistadoras da Sierra Nevada; e Geovany Andrés Rojas, o “Araña”, negociador dos Comandos de la Frontera, outra dissidência das FARC. A ordem também alcança os foragidos Fredy Castillo Carrillo, o “Pinocho”, das Autodefesas, e Gabriel Yepes Mejía, o “HH”, comandante dos Comuneros del Sur, uma dissidência do ELN.
A mudança encerra a proteção temporária que vinculava as extradições ao avanço das negociações de paz e aproxima Bogotá da política antidrogas de Washington. “Araña” e “HH” são requeridos por uma corte federal do Distrito Sul da Califórnia por acusações relacionadas ao narcotráfico; os demais também respondem a pedidos americanos. A extradição não equivale a condenação: eles serão processados nos Estados Unidos e poderão contestar as acusações e os procedimentos de entrega.

