A ministra Estela Aranha, do TSE, é a relatora do registro da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. O Metrópoles registrou em agosto que o processo caiu com ela por prevenção, porque ela já cuida do pedido principal do PL, a chapa de Flávio com Alfredo Gaspar. Na quinta, foi ela quem atendeu o PT e proibiu a Globo de mostrar o púlpito vazio de Lula, decisão que entrou no cancelamento do debate.

O Portal Claudio Dantas publicou na quinta um levantamento na prestação de contas da Justiça Eleitoral com três doações feitas por Estela quando ela ainda não era ministra. Em 30 de setembro de 2004, R$ 800 para Nabil Bonduki, então candidato a vereador pelo PT em São Paulo. Em 3 de outubro de 2018, R$ 1 mil para Jean Wyllys, candidato a deputado federal pelo PSOL do Rio. Em 14 de agosto de 2022, R$ 750 para Erika Hilton, do PSOL de São Paulo. A Revista Oeste e o Diário do Litoral repetiram os mesmos três registros, com as mesmas datas e os mesmos valores.

Doar, antes de chegar ao tribunal, não é proibido. O que o registro mostra é para quem o dinheiro foi. O mesmo levantamento diz que Estela atuou como advogada de Lindbergh Farias, do PT do Rio, num processo cível no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Quem hoje relata o registro de Flávio e quem, na véspera da eleição, tirou do ar a cadeira vazia de Lula é a mesma advogada que financiou campanhas do PT e do PSOL e trabalhou para um deputado do PT.