Empresas chinesas controlam Syngenta, CPFL e terminal de Paranaguá no Brasil
Com a aquisição da Syngenta pela ChemChina em 2017, por cerca de US$ 43 bilhões — a maior compra internacional chinesa na época —, o controle do negócio de sementes e defensivos agrícolas da empresa no Brasil passou a grupos estatais chineses. A Syngenta hoje integra a estrutura do Sinochem e mantém operações amplas no país.
No setor elétrico, a State Grid Corporation of China assumiu o controle da CPFL Energia em 2017. A estatal chinesa opera linhas de transmissão e ativos de geração, com a CPFL figurando entre as principais investidoras em expansão da rede. Outras empresas chinesas, como SPIC e CTG, detêm usinas hidrelétricas, solares e eólicas.
No porto de Paranaguá, a China Merchants Port Holdings adquiriu o controle do Terminal de Contêineres (TCP) por volta de 2017-2018. O grupo anunciou investimentos adicionais da ordem de R$ 1,5 bilhão para expansão da capacidade. A presença se estende a outros terminais e à logística de grãos.
No Centro-Oeste e no Norte, o foco chinês se concentra na cadeia do agronegócio, armazenagem e mineração. No Nordeste, há parques eólicos e solares e polos industriais. Levantamentos do Conselho Empresarial Brasil-China mostram fluxos anuais relevantes — US$ 6,1 bilhões em 2025, o maior desde 2017 —, concentrados em energia e infraestrutura.
Esses ativos colocam empresas ligadas ao Estado chinês em posições estratégicas de energia, sementes, portos e logística agrícola no Brasil. O post da Geoeconomia BR resume a abrangência geográfica e setorial da presença.

