O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) usou suas redes sociais nesta segunda-feira (15 de junho de 2026) para pedir diretamente ao presidente Donald Trump, ao secretário de Estado Marco Rubio e ao secretário do Tesouro Scott Bessent a retomada de sanções contra o ministro Alexandre de Moraes. A publicação ocorre um dia antes do julgamento marcado para 16 de junho na Primeira Turma do STF, onde Eduardo é réu por coação no curso do processo acusado de articular pressão internacional via EUA contra ministros da Corte. Ele afirma que a condenação seria retaliação contra Trump.

CONTEXTO E HISTÓRICO

O processo tem origem na atuação de Eduardo nos Estados Unidos para buscar sanções e tarifas americanas contra autoridades brasileiras, especialmente Moraes, em meio ao julgamento que condenou Jair Bolsonaro. Sanções via Lei Magnitsky chegaram a ser aplicadas e depois retiradas em dezembro de 2025. A PGR sustenta que a ação visava intimidar o STF. Eduardo nega coação e defende que se trata de legítima denúncia internacional contra violações de direitos e ativismo judicial.

PERSONAGENS E ENVOLVIDOS

  • Eduardo Bolsonaro (PL-SP): Ex-deputado, réu no processo e autor da mensagem a Trump.
  • Alexandre de Moraes: Ministro relator do STF, alvo das sanções pedidas e apontado como parte interessada.
  • Donald Trump: Presidente dos EUA, destinatário principal do pedido.
  • Marco Rubio (Secretário de Estado) e Scott Bessent (Secretário do Tesouro): Mencionados na publicação.
  • Primeira Turma do STF: Responsável pelo julgamento.
  • PGR: Autora da denúncia e pedido de condenação.
  • Jair Bolsonaro: Ex-presidente, condenado no processo principal que motivou as ações.

REAÇÕES

A direita e os bolsonaristas apoiam a iniciativa de Eduardo como legítima defesa contra perseguição política e ditadura do Judiciário. Nas redes, conservadores veem o ato como corajosa denúncia internacional das arbitrariedades de Moraes. A esquerda e veículos alinhados ao governo criticam a postura como intervenção estrangeira e tentativa de pressão indevida. O julgamento em si divide opiniões: para a direita, é mais um capítulo de lawfare; para a esquerda, defesa das instituições.

CONSEQUÊNCIAS

A publicação pode ser usada pela acusação como reforço à tese de coação, mas também expõe internacionalmente o que a direita considera abuso de poder no STF. Diretamente, aumenta a tensão antes do julgamento. Indiretamente, reforça o debate sobre soberania nacional, liberdade de expressão e o papel de sanções internacionais contra violações de direitos.

POSSÍVEIS DESDOBRAMENTOS

Caso Trump atenda ao pedido, pode haver novo round de sanções e tarifas, escalando a crise Brasil-EUA. O julgamento pode resultar em condenação, com impactos na elegibilidade de Eduardo. O episódio tende a mobilizar ainda mais a base conservadora e bolsonarista contra o que chamam de ativismo judicial e censura.