A Polícia Legislativa Federal da Câmara dos Deputados indiciou Cleomar dos Santos, 47 anos, por ameaça de morte e injúria qualificada contra o deputado federal Luciano Zucco (PL-RS). O homem, ex-filiado ao PT e morador de Novo Hamburgo (RS), utilizou redes sociais para atacar o parlamentar com mensagens agressivas, incluindo a afirmação de que “perdeu a oportunidade de estourar a cabeça” dele. Após ser identificado, Cleomar confessou a autoria dos posts, motivados por divergências políticas, e o caso segue para a Justiça.

CONTEXTO E HISTÓRICO

As ameaças ocorreram ao longo dos últimos dois anos, partindo de um perfil que se apresentava como militante de esquerda e apoiador do presidente Lula. Uma das mensagens mais graves foi publicada em setembro do ano passado, quando Zucco anunciou participação em um desfile cívico em Porto Alegre: “Perdi a oportunidade de estourar a cabeça desse defensor de pedófilo, bolsonarista, safado”. Em outra, o autor disse que “garantiria” a ida de Zucco “pro inferno”. Diante da gravidade, Zucco precisou de escolta da Polícia Legislativa em compromissos no Rio Grande do Sul. 

PERSONAGENS E ENVOLVIDOS

  • Luciano Zucco (PL-RS): Deputado federal, ex-líder da oposição na Câmara, presidente da CPI do MST e pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul. Representante do bolsonarismo no estado.
  • Cleomar dos Santos: 47 anos, morador de Novo Hamburgo (RS), funcionário de empresa do setor de bolsas. Ex-filiado ao PT, com passagem por roubo no Presídio Central de Porto Alegre. Confessou as ameaças.
  • Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados: Responsável pela investigação e indiciamento.
  • Polícia Civil do RS: Onde Cleomar prestou depoimento na 3ª Delegacia.

REAÇÕES

Zucco confirmou a investigação e vem recebendo proteção policial. A direita ve o caso como mais um exemplo de violência política oriunda da esquerda radical contra opositores. Cleomar admitiu arrependimento no depoimento, atribuindo os atos a “forte emoção” e divergências políticas. A coluna Grande Angular, do Metrópoles, tentou contato com o indiciado, que não se manifestou publicamente além do depoimento.

TRATAMENTO DA IMPRENSA

Veículos como Revista Oeste, VEJA e Metrópoles deram destaque ao indiciamento e à confissão, destacando o perfil de esquerda do autor. A grande imprensa mainstream tratou o tema de forma mais discreta ou omissa, sem ênfase na filiação petista anterior e no contexto de perseguição a parlamentares conservadores.

CONSEQUÊNCIAS

O indiciamento reforça a necessidade de proteção a parlamentares eleitos que exercem oposição firme ao governo Lula. O caso expõe o ambiente de intolerância política cultivado por setores da esquerda, que transformam discordância em ameaças reais de violência. Zucco, como figura de destaque do bolsonarismo gaúcho, segue atuando sob risco, o que afeta a segurança jurídica e a liberdade de atuação parlamentar.

POSSÍVEIS DESDOBRAMENTOS

O processo judicial pode avançar com medidas restritivas ao indiciado. O caso serve como alerta para o aumento da violência política contra a direita, especialmente pré-candidatos relevantes como Zucco ao governo do RS. Pode ainda intensificar debates sobre segurança de parlamentares e o combate efetivo ao discurso de ódio oriundo de militantes petistas.