CONSPIRAÇÃO NO SENADO: ALCOLUMBRE ARTICULA NO STF PARA DERRUBAR MENDONÇA E SALVAR LULINHA
Deltan Dallagnol denuncia "pânico" de caciques e revela bastidores da contagem de votos para enterrar a CPMI do INSS; "Se não há nada grave, por que a obsessão em encerrar?", questiona.
O cenário político em Brasília ferve com a denúncia de uma conspiração de alto nível liderada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Em análise contundente publicada nesta terça-feira (24 de março de 2026), o ex-procurador e pré-candidato ao Senado, Deltan Dallagnol, revelou que Alcolumbre está atuando intensamente nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF) para formar uma maioria capaz de derrubar a decisão do ministro André Mendonça, que garantiu a continuidade da CPMI do INSS.

A CONTAGEM DE VOTOS PARA A IMPUNIDADE
Segundo Dallagnol, Alcolumbre não está apenas fazendo uma defesa institucional do Senado, mas sim articulando politicamente para "salvar Lula e o PT" do escândalo que envolve o desvio de aposentadorias. O senador estaria pessoalmente "contando os votos" entre os ministros da Suprema Corte para derrotar Mendonça no plenário físico nesta quinta-feira (26). A motivação seria o medo de que a investigação atinja o filho do presidente, Lulinha, e revele elos comprometedores entre o escândalo do INSS e o caso do Banco Master, onde o próprio nome de Alcolumbre é citado em suspeitas de bastidores.

O ARGUMENTO DO "QUEM PODE O MAIS"
Dallagnol rebateu tecnicamente a tese de Alcolumbre, que alega ser prerrogativa do presidente do Congresso decidir sobre a prorrogação de uma CPMI. Citando o brocardo latino A maiore ad minus — quem pode o mais, pode o menos —, Deltan explicou que, se a minoria parlamentar tem o direito constitucional de instalar uma comissão (o poder maior), ela possui automaticamente o direito de prorrogá-la para concluir as investigações (o poder menor). Qualquer tentativa de bloquear esse processo é classificada pelo ex-procurador como uma "distinção artificial" para obstruir a justiça.

UNIDADE DA DIREITA E A "CHEGADA DA CAVALARIA"
Diretamente de Brasília, Dallagnol também trouxe novidades sobre o tabuleiro eleitoral de 2026. Ao lado de Flávio Bolsonaro, foi anunciada a chapa que representará a direita no Paraná: Sergio Moro como pré-candidato ao governo do estado, e Deltan Dallagnol junto a Felipe Barros como pré-candidatos ao Senado. Para Deltan, essa união é a resposta necessária para enfrentar o que chama de "abusos do Supremo" e a "conspiração de Alcolumbre", prometendo que a "cavalaria" chegará ao Congresso para mudar a realidade do país.

ANÁLISE DO EDITORIAL CENTRAL
Para o Editorial Central, a denúncia de Deltan Dallagnol coloca luz sobre o esgoto político que se tornou a relação entre a cúpula do Senado e o STF. Davi Alcolumbre, que um dia segurou a sabatina de André Mendonça por cinco meses em uma birra histórica, agora tenta usar seus colegas de tribunal para anular uma decisão tecnicamente impecável. O "pânico" de Alcolumbre é o termômetro da gravidade do que a CPMI do INSS pode descobrir. Se o STF se curvar à articulação política do presidente do Senado para enterrar uma investigação sobre roubo de dinheiro de aposentados, a Corte estará declarando que sua função não é proteger a Constituição, mas sim servir de guarda-costas para a elite política. A direita liberal e conservadora está unida e vigilante: o julgamento de quinta-feira não é apenas sobre uma CPMI, é sobre se o Brasil ainda possui uma justiça independente ou um balcão de negócios.
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