VINGANÇA NO SENADO: ALCOLUMBRE DESENGAVETA IMPEACHMENT DE MINISTROS APÓS DECISÃO DE MENDONÇA
Irritado com a prorrogação da CPMI do INSS, cacique do Senado articula propostas para punir magistrados; oposição e Centrão unem forças contra "ativismo" do STF.
O equilíbrio entre os Poderes em Brasília está por um fio. Após o ministro André Mendonça determinar a prorrogação da CPMI do INSS, o senador Davi Alcolumbre (União-AP) reagiu nos bastidores com uma estratégia que faz tremer os corredores do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo apuração da CNN Brasil nesta terça-feira (24 de março de 2026), Alcolumbre desengavetou discussões sobre propostas que facilitam o impeachment de ministros da Suprema Corte e outras medidas punitivas contra magistrados.
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A VOLTA DO FANTASMA DO IMPEACHMENT
A irritação de Alcolumbre não é apenas protocolar; é uma resposta direta ao que ele considera uma invasão de competência do Judiciário no Legislativo. O movimento ganha força com o apoio de uma ala robusta da oposição e de parte considerável do Centrão, que veem nas decisões monocráticas um abuso de autoridade. A discussão sobre o impeachment de ministros, que estava latente desde que Gilmar Mendes restringiu quem poderia solicitar tais medidas em 2025, volta agora como a principal arma de retaliação do Senado.

O JOGO DE VISTAS E A ESTRATÉGIA DOS 15 DIAS
Enquanto o plenário do STF se prepara para analisar a decisão de Mendonça na próxima quinta-feira, a expectativa é de que algum ministro peça vista para "baixar a poeira" e dar tempo às articulações políticas. Paralelamente, governistas liderados por Randolfe Rodrigues e Paulo Pimenta já traçaram uma estratégia de contenção de danos: apresentaram requerimentos para limitar a prorrogação da CPMI a apenas 15 dias, em vez dos 60 ou 120 dias previstos inicialmente, tentando asfixiar a investigação antes que ela atinja alvos sensíveis.

UM CONFLITO DE LONGA DATA
A queda de braço entre Alcolumbre e Mendonça é um "acerto de contas" histórico. Vale lembrar que, em 2021, Alcolumbre segurou a indicação de Mendonça ao STF por cinco meses na CCJ — a espera mais longa da história para um ministro da Corte. Agora, com os papéis invertidos e Mendonça detendo a caneta que mantém viva a investigação contra o Grupo Master e Daniel Vorcaro, o senador usa sua influência para tentar mudar as regras do jogo e intimidar a Suprema Corte com a ameaça de remoção de seus membros.

ANÁLISE DO EDITORIAL CENTRAL
Para o Editorial Central, a reação de Davi Alcolumbre, embora motivada por interesses próprios e rusgas pessoais, expõe a urgência de frear o ativismo judicial que sequestrou a democracia brasileira. Por anos, o STF agiu sem contrapesos, interferindo em ritos internos do Congresso e anulando decisões soberanas do Legislativo. Se o impeachment de ministros voltou ao radar, é porque a balança de freios e contrapesos quebrou. A direita liberal e conservadora apoia qualquer medida que devolva ao povo, através de seus representantes eleitos, o poder de fiscalizar aqueles que vestem a toga mas agem como políticos. O Senado tem o dever constitucional de processar e julgar ministros que extrapolam suas funções. A "guerra" de Alcolumbre pode ser o estopim necessário para restaurar a ordem institucional no país.
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