DANIEL ORTEGA DESCARTA NOVAS ELEIÇÕES NA NICARÁGUA E DIZ QUE OPOSIÇÃO NÃO CHEGARÁ AO PODER
Ditador sandinista anuncia fim das eleições para impedir qualquer alternância. Em discurso pelo 47º aniversário da Revolução, Ortega declara que “não haverá mais eleições” e promete “muro” legal contra opositores. Regime de esquerda se assume abertamente como ditadura familiar.
O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, descartou neste domingo (19) a realização de novas eleições no país. Em discurso durante as comemorações do 47º aniversário da Revolução Sandinista, em Manágua, o ditador afirmou de forma explícita que não haverá mais pleitos para impedir que a oposição chegue ao poder. “Aqui não haverá mais eleições para que eles tentem tomar o governo e o poder”, declarou.
FIM DA FICÇÃO DEMOCRÁTICA
Ortega, no poder ininterruptamente desde 2007 (e antes na década de 1980), disse que os opositores estão “à espreita” e que a maioria vive no exílio. Acusou partidos de serem “colocados pelos ianques” e controlados por “somocistas”, prometendo trabalhar com a Assembleia Nacional (totalmente controlada pelo sandinismo) para aprovar leis que criem um “muro” e um “bloqueio” contra “golpistas e traidores”. “Por muita prata que os ianques lhes deem, não conseguirão”, completou.
DITADURA FAMILIAR CONSOLIDADA
A declaração elimina qualquer pretensão remanescente de democracia. Em 2025, reformas constitucionais já haviam nomeado a esposa Rosario Murillo como copresidente e estendido o mandato presidencial para seis anos. O casal controla as Forças Armadas, a polícia, o Judiciário e praticamente todo o aparato estatal. A eleição de 2021 já havia sido amplamente repudiada após a prisão de opositores e a criminalização da dissidência. Agora, Ortega simplesmente enterra de vez a urna.
ESQUERDA QUE DEFENDE DITADORES E ATACA DEMOCRATAS
Enquanto a esquerda latino-americana manually e a mídia progressista gastam energia atacando líderes eleitos da direita — como Jair Bolsonaro enquanto estava na presidência e agora Abelardo de la Espriella na Colômbia —, silencia ou relativiza as ditaduras sandinista, cubana e chavista. Ortega, que chegou ao poder combatendo uma ditadura, instalou outra ainda mais longa e familiar. A Nicarágua se junta ao clube das tiranias de esquerda que a “comunidade internacional” progressista prefere ignorar.
REAÇÃO INTERNACIONAL E ISOLAMENTO
A Organização dos Estados Americanos (OEA) reagiu com dureza. O secretário-geral Albert Ramdin afirmou que o regime “abandonou a democracia, inclusive a aparência dela”. Grupos de direitos humanos e opositores no exílio classificaram a fala como confissão aberta de ditadura. A Nicarágua já enfrenta sanções e isolamento; a declaração de Ortega só aprofunda o abismo.
ALERTA PARA A AMÉRICA LATINA
O anúncio de Ortega é um recado claro: quando a esquerda perde a capacidade de se manter no poder pelas urnas, simplesmente elimina as urnas. O caso nicaraguense serve de espelho para o que setores radicais gostariam de fazer em outros países da região. Enquanto isso, a direita democrática reafirma: sem eleições livres, não há democracia — e ditadura, seja de direita ou de esquerda, deve ser combatida com a mesma firmeza.

