CONSELHO DO MPF BARRA INVESTIGAR GONET E O VOTO DE NICOLAO DINO FECHA O PLACAR
Por 5 a 4 o colegiado arquivou a apuração sobre o PGR no Master e por 9 a 0 manteve o procurador no comando do caso
O Conselho Superior do Ministério Público Federal rejeitou nesta sexta-feira (25) abrir investigação contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet, no caso Banco Master. O placar foi 5 a 4. Na mesma sessão, por 9 a 0, o colegiado recusou analisar o afastamento de Gonet dos processos que tramitam no Supremo. O relator Francisco Sanseverino votou contra a apuração e contra o afastamento. Disse que não há no celular de Daniel Vorcaro conversa direta com Gonet nem o número do PGR, e que não há elemento de amizade íntima ou interesse pessoal. O Partido Novo pedia prevaricação e a saída de Gonet da ponta do Master. Gonet não votou. Nega amizade com o banqueiro, admite um encontro presencial e afirma que não interferiu na investigação.
O voto que fechou o 5 a 4 foi de Nicolao Dino, vice-presidente do Conselho e irmão do ministro Flávio Dino. Acompanharam o relator Celso Albuquerque, Alexandre Camanho e Hindenburgo Chateaubriand. Pela abertura da apuração votaram Janice Ascari, Samantha Chantal, José Adônis e Ana Borges Santos. Sobre o afastamento, o Conselho mandou a conta para o STF: suspeição e impedimento de PGR em processo do Supremo se discute lá, não no próprio conselho que Gonet preside. Quando o PGR está impedido no colegiado, quem assume é Nicolao Dino.
O advogado Eric Gustavo, no Instagram, perguntou quem fiscaliza quem está no topo e acompanhou o voto do relator ainda durante a sessão. A sexta respondeu com arquivo interno e com o irmão de Dino na cadeira do desempate. As mensagens do celular de Vorcaro que citam Gonet seguem no inquérito do Master, agora sob o mesmo PGR que o Conselho recusou investigar. O STF é a porta que o MPF abriu para quem quiser discutir suspeição. O Novo pode ir a Brasília. Gonet segue na ponta. Nicolao assinou o 5 a 4.

