O Grêmio anunciou na quarta-feira (23) a Pitaco como patrocinadora máster por três anos. O ge e a imprensa gaúcha falavam em cerca de R$ 40 milhões por temporada, algo perto de R$ 140 milhões no total. A marca é do grupo mexicano Draftea, que tem Cristiano Ronaldo, Travis Kelce e Iker Casillas entre os investidores. Dois dias depois, na sexta (25), Lula assinou a Medida Provisória 1.394, derrubou depósito novo nas bets e marcou 6 de outubro para sites e aplicativos saírem do ar. No Instagram, o influenciador Matheus Sayd resumiu o timing com uma frase: “Que merda ein, Grêmio.”

O clube tentou o ano inteiro fugir de casa de aposta. Rompeu com a Alfa Bet depois de três parcelas em atraso, R$ 12 milhões. Cedou na reta e fechou com a Pitaco com exclusividade contra o Internacional. Na sexta o Tricolor publicou nota: vai “aguardar os desdobramentos” e disse que o impacto nas receitas do futebol ainda precisa ser medido. O governo prometeu, depois da urna, crédito e alívio de dívida para clube que perder o patrocínio. A MP extingue autorização vigente e precisa do Congresso em 120 dias para continuar valendo.

Quarta foi camisa nova. Sexta foi caneta. O primeiro turno é 4 de outubro. O saque do apostador acaba em 5. O site some em 6. O Grêmio ficou com contrato fresco e regra nova no mesmo fim de semana. Flamengo já falou em segurança jurídica e em R$ 400 milhões a menos. Adson Batista, no Atlético-GO, chamou o calendário de careta para cego. O Tricolor escolheu esperar o papel. A urna e o Congresso dizem se a placa da Pitaco sobrevive à MP.