Colunista do Metrópoles diz que Mendonça é alvo da ala política do STF
Mário Sabino afirma que ofensiva busca enfraquecer o relator dos casos Master, INSS e Lulinha e proteger interesses eleitorais
André Mendonça teria se transformado na maior pedra no caminho da ala política do Supremo. Essa é a tese defendida por Mário Sabino em coluna publicada pelo Metrópoles — texto opinativo que não representa necessariamente a posição institucional do veículo. O jornalista afirma que Mendonça sofre uma operação de desgaste “inédita na história do STF” por controlar investigações capazes de atingir interesses poderosos nos casos Banco Master, fraudes do INSS e Lulinha.
Sabino acusa ministros de atuarem pela reeleição de Lula e para impedir uma maioria de direita no Senado capaz de impulsionar pedidos de impeachment. Também reforça a informação de Lauro Jardim de que o jantar organizado por Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin, com Lula e Davi Alcolumbre, teria discutido maneiras de fragilizar Mendonça. Na avaliação do colunista, o pedido da PGR para retirar um inquérito de Lulinha das mãos do ministro — sem movimento equivalente no processo relatado por Flávio Dino — expõe uma régua desigual.
A crítica vai além: Mário Sabino diz que o diretor-geral da PF estaria boicotando Mendonça e que setores da imprensa tentariam compará-lo a Sergio Moro para criar um ambiente de suspeição e, no futuro, anular decisões. São acusações graves ainda contestáveis e sem comprovação conclusiva pública. Mas o ponto político da coluna é direto: enquanto Mendonça resistir e mantiver investigações que podem alcançar integrantes dos três Poderes, a pressão para isolá-lo continuará — justamente porque seus processos já deixaram de ser apenas jurídicos e passaram a ameaçar o equilíbrio de poder em Brasília.

