Colômbia declara guerra ao narcotráfico e expõe contraste com Lula
Governo De La Espriella anuncia 12 toneladas de cocaína apreendidas e 1.574 prisões em apenas 15 dias
Em apenas 15 dias, a Colômbia apresentou números que transformam o discurso de combate ao crime em operações concretas. O governo de Abelardo De La Espriella informou a apreensão de 12.296 quilos de cocaína, 11.232 quilos de maconha e 114 quilos de base de coca, além da destruição ou desativação de 162 estruturas de produção. O balanço oficial registra ainda 1.574 prisões, dez extradições e a ocupação de 81 bens ligados ao narcotráfico. São dados divulgados pela própria Presidência colombiana e que ainda deverão ser acompanhados para medir condenações, redução da produção e controle permanente dos territórios.
O contraste com o Brasil é político. Enquanto a Colômbia adotou repressão ostensiva, cooperação internacional e ataque simultâneo às armas, laboratórios e finanças criminosas, o governo Lula concentrou sua reação em contestar a classificação americana de PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, alegando riscos à soberania e à atuação extraterritorial dos Estados Unidos. Esses riscos jurídicos existem, mas soberania também significa libertar comunidades dominadas por facções. O exemplo colombiano mostra que proteção da soberania não pode servir de argumento para suavizar o inimigo: o Estado precisa ocupar território, bloquear dinheiro, prender lideranças e cooperar com aliados antes que o crime organizado consolide definitivamente um governo paralelo.

