Carlos Viana cobra paradeiro de Lulinha e cita Interpol
Senador aciona PF e PGR e pergunta se o filho de Lula está disponível para depor; cooperação internacional foi mencionada de forma condicional
Onde está Lulinha — e a Polícia Federal saberia encontrá-lo amanhã? A pergunta lançada pelo senador Carlos Viana colocou ainda mais pressão sobre o entorno do presidente Lula. O parlamentar informou ter acionado a PF e a Procuradoria-Geral da República para saber oficialmente o paradeiro de Fábio Luís Lula da Silva e se ele está à disposição das investigações que apuram suspeitas de tráfico de influência em negociações envolvendo o governo federal.
Viana foi além: caso Lulinha esteja no exterior e haja necessidade jurídica, pediu que sejam avaliados mecanismos de cooperação internacional, inclusive os canais da Interpol. A cobrança ganha peso no momento em que o senador também busca apoio para instalar uma CPMI sobre o caso. Lulinha não foi condenado, e as suspeitas ainda dependem de investigação, contraditório e eventual decisão judicial.
Mas há uma diferença decisiva: não existe, até agora, confirmação de alerta vermelho, mandado internacional ou de que Lulinha seja foragido. A Interpol não abre uma caçada por iniciativa de um senador; um alerta vermelho exige ordem de prisão ou decisão judicial válida e serve para localização e prisão provisória com finalidade de extradição. O que Viana fez foi cobrar respostas da PF e da PGR e sugerir, de modo condicional, cooperação internacional. Politicamente, porém, a pergunta permanece incômoda para o Planalto: se a autoridade precisar ouvi-lo, sabe onde encontrá-lo?

