O debate da Globo nem chegou a começar e, na mesma noite de quinta-feira (1º), a crítica ao Judiciário saiu de dentro da própria GloboNews e da boca de quem já estava no estúdio. No Em Pauta, Júlia Duailibi disse que o mais preocupante, o pano de fundo de tudo, é o papel do Judiciário e a interferência de maneira inédita. Disse ainda que o Judiciário faz isso por uma razão simples, porque tem interesse de interferir na eleição e porque se envolveu. O Tempo registrou que Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Romeu Zema já tinham chegado à Globo, e que Renan Santos, incluído por Gilmar Mendes, ainda se dirigia ao Rio quando a emissora cancelou.

Na coletiva, Caiado pôs a responsabilidade em Lula. “Lula provocou tudo isso. Ele foi o fator determinante”, disse, e lembrou que Flávio o tinha desafiado em Goiás, com a frase “vá lá que eu vou lhe enfrentar”. Disse que o debate tinha relevância ímpar, porque era a hora de mostrar que as pessoas precisam acreditar na campanha e no voto. Na sequência falou em ditadura da toga e declarou que, provavelmente, eles querem se reunir e decidir quem deve ser, no fim, o da República. Um registro da noite também atribuiu a Caiado a frase de que o episódio foi um atentado à democracia e de que ministros estariam chegando ao ponto de definir quem é o presidente.

Zema, em entrevista na emissora, disse que estão assistindo mais uma vez o Judiciário fazer política, que a decisão de última hora era sem pé nem cabeça e que a Justiça está a serviço de Lula, claramente. A assessoria dele lamentou as decisões do Supremo, falou em desrespeito a milhões de brasileiros que esperavam comparar propostas e disse que a resposta é domingo, na urna. No perfil do próprio Zema, o texto foi mais duro: a farra não começou hoje, Gilmar passou por cima de qualquer lei para colocar no debate o candidato que ele diz ter elogiado Alexandre de Moraes, e o recado final é votar 30.